Considerado o maior evento de varejo do mundo, o NRF 2026 Retail’s Big Show chega à sua 116ª edição, que aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos. Nesta edição, o evento destacou as principais tendências de consumo, tecnologia, logística, gestão e inovação, que irão moldar o futuro do setor varejista.
O evento começou como uma reunião entre comerciantes locais nos Estados Unidos e, ao longo dos anos, evoluiu até se consolidar como o maior encontro do setor varejista.
Atualmente, o encontro tem como objetivo debater as inovações tecnológicas que estão transformando o varejo, reunindo participantes de cerca de 99 países. Sob o tema “The Next Now”, a NRF reforça que o futuro do setor já está em movimento.
Além disso, a NRF 2026 se destaca como uma verdadeira vitrine de inovações que irão ditar o ritmo do mercado varejista nos próximos anos, ao mesmo tempo em que promove networking estratégico entre profissionais do setor.
Confira as previsões para o varejo.
Boa leitura!
O que aconteceu na NRF em 2025?
A edição de 2025 apresentou tendências fortemente ligadas à integração entre tecnologia, experiência do consumidor, segurança e sustentabilidade. Entre os principais destaques, estiveram:
- Sustentabilidade e varejo ético: a sustentabilidade se consolidou como uma pauta prioritária para os consumidores. E como o varejo vem adotando práticas mais responsáveis de produção, fornecimento, reciclagem e renovação de produtos, com foco na extensão do ciclo de vida.
- Omnichannel e Unified Commerce: a importância de integrar canais físicos e digitais para oferecer uma jornada de compra fluida, consistente e personalizada ao cliente.
- Segurança e privacidade de dados: debates sobre o papel da inteligência artificial na cibersegurança, com foco na detecção de fraudes, proteção de dados e prevenção de ameaças cibernéticas.
E claro, entre os diversos temas debatidos, o grande destaque fico para a inteligência artificial, especialmente a sua aplicação na personalização, solução omnichannel e estratégias que tornam as operações mais eficientes.
Entre os diversos temas abordados, o grande destaque ficou para a inteligência artificial, principalmente em aplicações voltadas à personalização da experiência do consumidor e estratégias que tornam as operações varejistas mais eficientes.
De modo que a 115ª edição da NRF reforçou que o futuro do varejo passa por experiências imersivas e uso inteligente de dados, conectando consumidores e marcas de forma cada vez mais personalizada, relevante e autêntica.
As tendências para o setor de varejo na NRF 2026 Retail’s Big Show
A inteligência artificial continua como um dos eixos centrais da NRF 2026, mas com uma mudança clara de abordagem: ela deixa de ser uma tendência emergente para se consolidar como infraestrutura estratégica do varejo.
Ao longo dos três dias de evento, os debates avançaram da experimentação para a operação, explorando não apenas o uso da IA nas decisões e nas experiências, mas também os desafios de governança de dados, preparo das pessoas, liderança e equilíbrio entre automação e conexão humana.
A seguir, reunimos os principais temas e aprendizados discutidos ao longo dos três dias da NRF’26.
Dia 01 | Da promessa à operação: IA como infraestrutura do varejo

O primeiro dia da NRF’26 deixou claro que a inteligência artificial ultrapassou o estágio de experimentação. Ela já está integrada ao core das operações e da experiência do consumidor no varejo global.
Entre os principais aprendizados do dia, destacam-se:
- IA incorporada ao dia a dia dos varejistas, impactando tanto eficiência operacional quanto experiências de compra mais inteligentes e fluidas.
- Dois grandes gargalos para escalar a IA: baixa maturidade tecnológica das empresas e falta de preparo das pessoas para operar, interpretar e confiar nos sistemas inteligentes.
- Agentic Commerce já em funcionamento, com destaque para o lançamento da solução do Google durante o evento. Apesar do avanço, ainda existem debates relevantes sobre privacidade de dados, governança e accountability.
- Tecnologia não substitui conexão humana: mesmo com o avanço da IA, consumidores seguem valorizando experiências reais, empatia e interações humanas autênticas.
- Hiperpersonalização em tempo real ganha viabilidade prática com a IA, deixando de ser apenas um conceito aspiracional para se tornar uma aplicação concreta e escalável.
Insight do dia 01: a IA já é infraestrutura, mas seu sucesso depende menos da tecnologia em si e mais da capacidade das organizações de preparar pessoas, processos e cultura.
Dia 02 | IA operacional, governança de dados e liderança centrada em pessoas

O segundo dia aprofundou a discussão sobre como transformar inteligência artificial em valor real para o negócio, saindo definitivamente das provas de conceito para a implementação prática.
Principais destaques:
- IA como eixo integrador do varejo, conectando canais, estoque, logística, marketing, aquisição e retenção de clientes. O consenso foi claro: sem dados estruturados e governança sólida, não há impacto real.
- Infraestrutura e qualidade de dados surgiram como pré-requisitos para decisões mais precisas e automação eficaz.
- No painel com Ryan Reynolds, o conceito de fast advertising mostrou como criatividade ágil, autenticidade e ciclos curtos de aprovação podem acelerar a conexão com o consumidor em um ambiente AI-first.
- Kecia Steelman, CEO da Ulta Beauty, destacou uma transformação baseada em visão estratégica, inovação contínua, experiência omnichannel e fortalecimento da lealdade por meio de personalização e programas de membresia.
- Reforço de que algoritmos não substituem o julgamento humano: agentes de IA devem liberar tempo das equipes para atividades de maior valor, enquanto pessoas continuam essenciais em contextos complexos e na resolução de exceções.
Insight do dia 02: transformar-se em um varejo AI-first é, acima de tudo, uma jornada de pessoas, que exige capacitação, novos modelos de trabalho e métricas alinhadas à realidade da automação.
Dia 03 | Atenção, experiência e o equilíbrio entre IA e humanidade

O terceiro dia trouxe uma reflexão mais estratégica sobre o futuro do varejo, conectando tecnologia, cultura, economia da atenção e sensibilidade humana.
Entre os principais insights:
- Gary Vaynerchuk reforçou que a atenção é o principal ativo macroeconômico do varejo atual. Marcas precisam competir por relevância, não apenas por alcance.
- Executivos da VF Corp destacaram foco estratégico, disciplina operacional e conexão com comunidades locais como motores reais de transformação.
- Casos como Alo Yoga e Tailored Brands mostraram a evolução da IA de automação para criação de valor, apoiando decisões de merchandising e previsão de demanda.
- Taco Bell apresentou o conceito de “IA invisível”, aplicada nos bastidores para otimizar fluxos, reduzir erros e acelerar operações, melhorias que o consumidor não vê, mas percebe.
- JD Sports reforçou o papel das lojas físicas como hubs culturais, apostando em curadoria, autenticidade e experiência.
- Crescimento da mídia em loja e novas formas de monetização do tráfego físico evidenciaram a força da economia de experiência.
- Avanços em agentic commerce mostraram agentes autônomos capazes de conduzir descoberta e transações, embora o pós-venda ainda represente um desafio relevante.
- Discussões sobre Retail-as-a-Service ganharam espaço, com serviços se consolidando como núcleo escalável do varejo.
- Jason Goldberg alertou para o surgimento do consumidor AI-native, que espera jornadas mais inteligentes, fluidas e sem atrito.
- O JP Morgan projetou um cenário econômico resiliente, mas com alerta para o crescimento da economia baseada em ativos e o aumento das desigualdades.
Insight do dia 03: o futuro do varejo será definido pela capacidade de equilibrar tecnologia avançada, clareza estratégica e uma compreensão profunda do comportamento humano.
A NRF 2026 reforça que o futuro do varejo já está em curso, impulsionado por inteligência artificial, dados, novas expectativas de consumo e, sobretudo, pela capacidade das empresas de equilibrar tecnologia com visão estratégica e sensibilidade humana.
Dessa forma, para aprofundar esses aprendizados, em breve a Credits lançará um e-book exclusivo sobre a NRF 2026, reunindo análises, insights práticos e reflexões estratégicas para apoiar empresas que desejam transformar tendências em decisões mais seguras, eficientes e orientadas a resultado. Fique atento aos nossos canais e acompanhe os próximos conteúdos.


