Em maio ocorre a segunda maior data sazonal do país e a principal do primeiro semestre: o Dia das Mães. Nesse contexto, datas sazonais representam uma forte movimentação no varejo e no consumo, uma vez que estimulam as pessoas a realizarem compras.
Segundo pesquisa divulgada pela Globo, as vendas no Dia das Mães em 2025 movimentaram cerca de R$ 14,37 bilhões, ficando atrás apenas do Natal, que alcançou aproximadamente R$ 72,8 bilhões. Além disso, o levantamento apontou que todos os segmentos considerados “presenteáveis” registraram crescimento na comparação entre 2025 e 2024.
Para 2026, a data tende a manter a adesão dos consumidores e reforçar sua relevância no calendário do consumo. De acordo com levantamento da CNDL e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, a expectativa é de que 78% dos consumidores adquiram ao menos um presente, o que pode movimentar cerca de R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços.
Boa leitura!
Qual a expectativa de movimentação para o Dia das Mães em 2026?
A estimativa é de que aproximadamente 127 milhões de consumidores realizem compras no período. Nesse cenário, a maioria pretende adquirir ao menos um presente, sustentando a projeção de movimentação bilionária.
As principais presenteadas devem ser:
- Mães (74%)
- Esposas (19%)
- Sogras (15%)
Entre os consumidores, os principais motivos para a compra estão associados à gratidão pelo carinho e esforço (43%). Além disso, 27% consideram o presente um gesto simbólico importante, enquanto 24% mantêm o hábito de presentear pessoas próximas.
Ticket médio e métodos de pagamento
Em relação aos gastos, a média prevista é de R$ 294 por consumidor. No recorte por gênero, o valor entre os homens tende a ser maior, chegando a R$ 339, com uma média de 1,68 presentes.
Ao mesmo tempo, a percepção de aumento de preços aparece de forma relevante: 66% dos entrevistados consideram que os produtos estão mais caros neste ano, enquanto apenas 5% apontam redução.
Esse cenário impacta diretamente a intenção de consumo. Por um lado, 39% pretendem gastar mais do que em 2025, impulsionados principalmente pela busca por presentes melhores (57%) e pelo encarecimento dos produtos (45%). Por outro, 19% indicam redução nos gastos, motivada pela necessidade de economizar (39%), pela crise financeira (36%) e pelo endividamento (33%).
Além disso, 77% dos consumidores afirmam que devem pesquisar preços antes de comprar. Já em relação às formas de pagamento, observa-se um equilíbrio entre pagamento à vista (68%) e a prazo (58%), indicando um comportamento híbrido.
Entre os principais meios utilizados, destacam-se:
- PIX (52%)
- Cartão de crédito (36%), com média de 4 parcelas
- Débito (21%)
Ainda assim, o parcelamento exige atenção, já que 64% dos consumidores afirmam parcelar compras sem garantia total de pagamento.
Quais são os segmentos mais visados?
Entre os produtos mais procurados, destacam-se:
- Moda (vestuário, calçados e acessórios) – 53%
- Chocolates e flores – 24%
- Experiências (restaurantes, spas e viagens) – 19%
- Produtos de beleza (perfumes e cosméticos) – 15%
Indicação de leitura | Dia das Mães: como se preparar para a data
Vendas online e físicas
A jornada de compra se mantém multicanal, com equilíbrio entre os ambientes físico e digital. Nesse sentido, o estímulo ao consumo ocorre tanto nas vitrines quanto nos canais online.
As vitrines lideram como principal ponto de impacto (39%), seguidas pelo Instagram (39%). Em seguida, aparecem as indicações (35%) e os buscadores (33%), reforçando a importância da presença integrada entre canais.
Por fim, observa-se que a decisão de presentear no Dia das Mães se mantém consistente, uma vez que a barreira financeira não interrompe a jornada de compra, mas tende a adaptá-la. Assim refletindo uma reorganização do consumo diante das condições econômicas, e consolidando o Dia das Mães como a segunda data mais importante para o varejo no Brasil.
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